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O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP) estão a conduzir uma investigação epidemiológica que se designa Fatores de risco para infeção por SARS-CoV-2 em Portugal: um estudo caso-controlo de âmbito regional (ARSLVT).

Nesta página, disponibilizamos informação sobre os objetivos e os procedimentos da investigação, particularmente dirigida aos potenciais participantes.

Objetivo:

Identificar fatores de risco - atitudes, comportamentos, circunstâncias ou condições - que aumentam a probabilidade de ocorrer infeção por SARS-CoV-2 e quantificar o seu contributo relativo para a dinâmica da epidemia. Pretende-se compreender quais são, de facto, os fatores que levam as pessoas a infetar-se e quais os que tendem a protegê-las. A investigação permitirá chegar a este conhecimento para a área de abrangência da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

A relevância:

A investigação permitirá obter informação essencial para que os decisores em saúde e os responsáveis políticos compreendam onde e como as pessoas se estão a infetar pelo vírus SARS-CoV-2 (causador da doença COVID-19), na área geográfica da ARSLVT. Os resultados alcançados no âmbito da investigação complementam a informação obtida através do inquérito epidemiológico aplicado pelos médicos de Saúde Pública, após a notificação de um caso de COVID-19.

A metodologia:

Vão ser comparadas as caraterísticas de 1000 pessoas que recentemente foram diagnosticadas com a COVID-19 com as caraterísticas de outras 1000 pessoas que, até à data, nunca tiveram a doença.

Os doentes são identificados com base nas notificações do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) e as pessoas não doentes vão ser selecionadas recorrendo à aleatorização de números telefónicos.

Participação:

A participação é voluntária e tanto os doentes como os não doentes serão contactos por telefone. Serão informados sobre os objetivos e a natureza desse contacto e podem aceitar, ou não, participar sem que isso tenha qualquer consequência para o seu futuro, nomeadamente no acesso aos cuidados de saúde. No entanto, apelamos vivamente à participação – indispensável para verdadeiramente podemos saber como prevenir da forma mais eficiente a disseminação da infeção e as suas complicações.

O processo de recolha de dados:

Uma equipa de inquiridores aplicará, via telefone, tanto aos doentes como aos não doentes, um questionário criado para o efeito. As perguntas cobrem um conjunto de aspetos relacionados com as atividades quotidianas dos participantes, nomeadamente de lazer e trabalho, de forma a obter informação que permita posteriormente caracterizar quais os fatores associados a um maior risco de contágio na área de abrangência da ARSLVT.

A utilização dos dados recolhidos:

A privacidade dos participantes será garantida. Os dados recolhidos serão apenas divulgados de uma forma agregada, não havendo divulgação de dados individuais nem pessoais. Todas as informações serão anonimizadas imediatamente após recolhidas.

Duração:

A investigação decorrerá nos meses de outubro e novembro, e os resultados finais serão apresentados no início do mês de dezembro.

Instituições responsáveis:

O Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP) realizam esta investigação em nome do Ministério da Saúde, através da ARLSVT.

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